sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Refrigerantes

O surgimento dos refrigerantes

Refrigerante é uma bebida não alcoólica fabricada industrialmente, à base de água, açúcar ou um edulcorante, extrato ou aroma sintetizado de fruta ou outros vegetais e gás carbônico, dando o aspecto borbulhante.

A inspiração veio das águas minerais naturalmente gasosas. No século IV a.C., o grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já recomendava banhos em fontes desse tipo, mas, ao que parece, nunca lhe ocorreu receitar o líquido para beber. A água carbonatada só começou a se tornar uma bebida popular por volta de 1500, quando o povoado belga de Spa ganhou fama por suas fontes naturais e passou a exportar garrafas de sua água para Londres e outras capitais. O sucesso foi tanto que, entre os séculos XVII e XVIII, vários químicos europeus passaram a fazer tentativas de recriar o produto artificialmente. O passo mais importante foi adotar uma bomba para ajudar a fixar o gás na água, descoberta creditada a estudos independentes do inglês Joseph Priestley e do francês Antoine Lavoisier, entre 1772 e 1773. Baseado nesse sistema, o farmacêutico Thomas Henry tornou-se o primeiro a produzir água carbonatada industrialmente, em 1782.

Algumas décadas depois, surgiu a ideia de acrescentar sabores ao produto: o gengibre teria sido o primeiro, em cerca de 1820, seguido do limão, na década de 1830. Esse processo ficou mais fácil com uma nova tecnologia, patenteada em 1819 nos Estados Unidos: a soda fountain (ou "fonte de soda", como passou a ser chamada a água gasosa), uma bomba instalada nos balcões das farmácias para o líquido ser gaseificado na hora, acrescentando diferentes sabores a gosto do freguês. Os primeiros refrigerantes da história continuavam, portanto, sendo comercializados como produtos medicinais - e foi também um farmacêutico, o americano John Pemberton, quem criou o mais famoso deles, a Coca-Cola, em 1886.

No início do século XX, a soda fountains começou a migrar para lanchonetes e sorveterias - mas seus dias estavam contados com o surgimento de novas tecnologias que possibilitavam produzir garrafas de vidro em escala industrial e a tampinha em forma de coroa, que impedia o gás de escapar. Só assim as pessoas podiam, finalmente, levar para casa suas sodas favoritas.

Água, gás e xarope de fruta

Bebida de elite ganhou popularidade nos balcões de farmácia

1772-1773 - BOMBA DE VANGUARDA

Enaltecida por suas propriedades refrescantes e antiácidas, a água mineral gasosa se torna sucesso entre a elite europeia. Isso leva alguns dos mais renomados químicos do continente a pesquisar maneiras de gaseificar água artificialmente. A descoberta de que uma bomba ajuda a fixar o gás carbônico no líquido, realizada por Joseph Priestley e Antoine Lavoisier, abre o caminho.

1782 - BOTICÁRIO PIONEIRO

Na cidade de Manchester, o farmacêutico inglês Thomas Henry coloca em prática as idéias de Priestley e torna-se o primeiro a produzir e comercializar água artificialmente carbonatada.

1794 - DINASTIA TÔNICA

Em Genebra, outro estudioso das técnicas elaboradas por Priestley e Lavoisier, o joalheiro suíço Jacob Schweppe, começa a vender sua água com altos teores de gás carbônico, que se torna a marca mais apreciada do mercado europeu. Assim é inaugurada a dinastia que até hoje fabrica uma das águas tônicas mais populares do mundo, a Schweppes.

1819 - É SODA!

Os Estados Unidos assumem a vanguarda na tecnologia de gaseificação de bebidas com a soda fountain ("fonte de soda"), patenteada por Samuel Fahnestock. O aparelho é uma adaptação da bomba já consagrada, instalada em balcões de farmácia para produzir a bebida na hora, direto para o copo do freguês. Nasce a soda water americana, também chamada de club soda ou soda pop, a mãe do refrigerante moderno, que logo começa a ganhar seus primeiros sabores: gengibre e limão.

1838 - TUTTI FRUTTI

No estado americano da Filadélfia, o imigrante francês Eugéne Roussel descobre que a melhor maneira de dar sabor de fruta à água gasosa é em forma de xaropes. Quatro anos depois, vários colegas seus se mudam para Nova York, para abrir engarrafadoras de soda pop e, a partir de 1850, começam a surgir novos sabores: baunilha, morango, framboesa.

1886 - ENERGÉTICO BILIARDÁRIO

Na cidade de Atlanta, o farmacêutico John Pemberton cria uma soda especial, concebida como tônico revigorante, a partir da combinação de cocaína e noz de cola (planta africana com alta concentração de cafeína). A Coca-Cola se tornaria o refrigerante mais vendido do planeta - mas só depois de retirar, em 1903, a cocaína de sua fórmula original.

1921 - COISA NOSSA

O Brasil entra gloriosamente na indústria de refrigerantes com o Guaraná Champagne Antarctica, produzido a partir do extrato da fruta amazônica - rica em cafeína, como a noz de cola africana. A bebida se tornou tão popular que até a Coca-Cola teve de lançar uma marca de guaraná.

1952 - APERTEM OS CINTOS

Batizado de No-Cal Beverage, o primeiro refrigerante dietético é lançado nos Estados Unidos.

1957 - TROCA DE EMBALAGEM

O vasilhame de vidro sofre seu primeiro abalo com a entrada em cena da latinha de alumínio. O golpe decisivo viria na década de 70, com as garrafas de plástico, principalmente as de PET (polietileno tereftalato) - um material inquebrável, levíssimo e reciclável.

2001 - DOMÍNIO GLOBAL

A indústria de refrigerantes fecha o ano com um total de vendas de 61 bilhões de dólares. Cerca de 28% dessa quantia vem da bebida mais vendida de todas, a Coca-Cola. Em segundo lugar, com 10%, vem sua arqui-rival Pepsi-Cola.


Processo de fabricação


Preparo do xarope simples: é a dissolução do açúcar em água quente tratada livre de microrganismos patogênicos e dentro dos padrões de qualidade, seguido de um aquecimento e filtração em carvão ativo para eliminar odores e sabores estranhos, e finalmente filtrado em terra infusória para eliminar impurezas. O xarope simples deverá ser submetido a resfriamento em trocadores de calor.

Preparo do xarope composto: é a adição dos conservantes, acidulantes, antioxidantes e a essência (flavor, suco natural e sais) ao xarope simples, que irá variar de acordo com o tipo de refrigerante a ser fabricado, caracterizando o mesmo. Em refrigerantes dietéticos ou light, o açúcar é substituído por edulcorantes, os demais ingredientes são mantidos;

Diluição do xarope: é a etapa de diluição do xarope com a água declorada;

Carbonatação: é o acréscimo de gás carbônico ao xarope diluído, pode-se denominar o produto obtido nesta etapa como refrigerante;

Envasamento: visa evitar o desprendimento de gás carbônico do interior da garrafa;

Capsulagem e marcação: refere-se a etapa de identificação do lote e a data de validade do refrigerante;

Empacotamento e paletização: o empacotamento é a formação de pacotes pequenos de 6, 12 ou 24 garrafas ou latas, pelo envolvimento com um filme de strech, facilitando o transporte.

10 DÚVIDAS FREQÜENTES SOBRE REFRIGERANTES


Muitas dúvidas surgem quanto o assunto é refrigerantes. Cada vez mais presente na mesa do brasileiro, esse tipo de bebida é consumido entre todas as faixas etárias e classes sociais. Esclareça agora todas as suas dúvidas sobre o tão consumido refrigerante

1- Quais os ingredientes dos refrigerantes?
Os refrigerantes possuem como ingredientes, o açúcar ou adoçante no caso dos light, água gaseificada, extrato de noz de cola ou suco de laranja ou de limão ou extrato vegetal de guaraná, cafeína, corante, acidulante, conservantes, aroma natural ou artificial, entre outros.

2- Os refrigerantes causam celulite?
Não. Não há estudos que comprovem a relação entre o aparecimento de celulites e o consumo de refrigerantes. Porém, se sabe que uma dieta desequilibrada, o consumo excessivo de açúcares e gorduras, a ingestão ineficiente de água e fibras, sedentarismo e fator genético estão relacionados com o aparecimento do problema.

3- Os refrigerantes podem ser consumidos diariamente?
Não é recomendado o consumo diário de refrigerantes, pois este tipo de bebida é pobre nutricionalmente, sendo então considerado um produto com calorias vazias. Dessa maneira, devemos sempre dar preferência às bebidas mais nutritivas e saudáveis como a água, os sucos de frutas e vitaminas.

“O consumo de refrigerantes aumentou 400%, de 1974-1975 a 2002-2003, entre a população brasileira”

4- Os refrigerantes light podem ser consumidos à vontade?
Não. Os refrigerantes do tipo light possuem adoçantes no lugar do açúcar simples. O excesso do consumo desse tipo de refrigerante aumenta também a ingestão de adoçantes artificiais, o que não é indicado.

5- Refrigerantes podem substituir o consumo de água?
Não. A água é nutriente essencial para o ser humano e deve ser consumida diariamente. A quantidade necessária varia muito de indivíduo para indivíduo, porém recomenda-se que a ingestão seja de cerca de 30 a 40ml/kg/dia.

6- Os refrigerantes possuem cafeína?
Sim, os refrigerantes à base de cola, como os chás, café e chocolate possuem cafeína. A cafeína é uma substância estimulante do sistema nervoso central. A cafeína, em doses moderadas, produz ótimo rendimento físico e intelectual, com aumento da capacidade de concentração e diminuição do tempo de reação aos estímulos sensoriais. Por outro lado, doses elevadas podem causar sinais perceptíveis de confusão mental e indução de erros em tarefas intelectuais, ansiedade, nervosismo, tremores musculares, taquicardia e zumbido. O café é a fonte mais rica em cafeína. Define-se consumo excessivo como ingestão acima de 600 mg/dia, por isso preste atenção aos rótulos e quantidades desta substância nos refrigerantes e em outros alimentos e bebidas. A cafeína tem sido associada também ao refluxo gastroesfoágico.

7- Os refrigerantes engordam?
O que causa ganho de peso é o desequilíbrio entre o consumo e o gasto de calorias. Consumir mais calorias do que você pode gastar gera ganho de peso. Alimentos e bebidas com alto valor calórico podem colaborar para o ganho de peso. Excesso de refrigerantes contribui com excesso de açúcar que é rapidamente absorvido, relacionado também com risco aumentado de obesidade e diabetes tipo 2.

8- A ingestão de refrigerantes está associada a fraturas ósseas?
Estudos mostram uma associação positiva entre bebidas à base de cola e fraturas ósseas em meninas fisicamente ativas. Em estudo grego, o aumento do consumo de refrigerantes do tipo de cola foi associado positivamente com aumento do risco de fraturas ósseas em crianças de 7-14 anos. É sugerido que esses achados estejam associados com a relação cálcio-fósforo na dieta, tendo efeitos deletérios no osso.

9- O brasileiro está consumindo mais refrigerantes?
De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE realizada entre 2002 e 2003, O consumo de refrigerantes aumentou 400%, de 1974-1975 a 2002-2003, entre a população brasileira. Conforme aumentam os rendimentos, maior o consumo de refrigerantes pela população brasileira. A participação da bebida na dieta é 5 vezes maior na classe de maiores rendimentos do que na classe de menores rendimentos.

10- Um copo de refrigerante possui menos calorias do que um copo de suco de laranja?
Um copo de refrigerante comum possui em média 85 kcal e um copo de suco de laranja natural possui cerca de 90 kcal. Porém, é fundamental perceber que um copo de refrigerante não possui nenhum nutriente, apenas calorias e o suco de laranja possui inúmeras vitaminas e minerais que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, evitando assim doenças relacionadas à má nutrição.

Refrigerantes "magros" também afetam o peso

Gás da bebida expande o estômago; enquanto o sódio retém liquido

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?

O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, a nutricionista Daniella Camargo, aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu.


Refrigerante na refeição
Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.


É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço
já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".

Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo
suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.

"O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso"

Zero, diet ou light
Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.


A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.

Coca Cola faz mal ao estômago?

Não faz mal ao estômago normal, mas em excesso pode contribuir para o desenvolvimento de osteoporese (devido à cafeína, assim como o café). Para pessoas que já possuem doenças do estômago, a Coca Cola é extremamente agressiva e deve ser evitada.

A crença de que Coca Cola causa gastrite e úlcera deve-se a sua acidez acentuada, com o pH em torno de 2,8. Porém esse nível de pH é perfeitamente tolerado pelo estômago que em situações normais possui um pH de 1 a 3, ou seja, mais ácido do que a própria Coca Cola. São diversos os mecanismos de proteção do estômago contra o suco gástrico que ele mesmo produz, são eles: as células do estômago são impermeáveis ao HCL (ácido secretado para dentro do estômago); uma camada de muco alcalino proteje a parede do estômago (muco alcalino que contém HCO3- neutraliza o ácido); junções oclusivas entre as células não permitem a passagem do ácido (junções oclusivas são junções que as células fazem umas com as outras e que ficam bem grudadas, não permitindo a passagem de substâncias por entre elas); rápida taxa de divisão celular, repondo rapidamente as células mortas, prostaglandinas e fosfolipídeos neutralizam o ácido na superfície das células. A Coca Cola não vai tornar o conteúdo do estômago mais ácido, o que contradiz teorias de agressão do estômago pela Coca Cola por causa da acidez.

Pessoas que possuem gastrite ou úlceras não devem tomar refrigerante nem sucos ácidos de acordo com a restrição médica, pois os mecanismos de defesa do estômago delas estão deficientes.

Por fim, a Coca Cola não destrói esses mecanismos de defesa do estômago, queria ela ser mais forte que a natureza humana...

O perigo dos refrigerantes

Sete refrigerantes têm substância cancerígena, revela pesquisa

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzóico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.

Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Adoçantes e corantes

A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.

Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo --que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil-- e amarelo tartrazina --com alto potencial alergênico. "O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro.

Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzóico. "É um problema fácil de ser resolvido", diz Ribeiro.

Outro lado

A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.

A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira".

Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado."

Oncologista alerta sobre benzeno em refrigerantes

A Pro-teste, órgão de Defesa do Consumidor, testou amostras de refrigerantes em laboratório e constatou a presença de substâncias nocivas na composição das bebidas. Algumas continham benzeno, um subproduto do petróleo, encontrado no gás dos refrigerantes e, que, se for inalado todos os dias, pode aumentar os riscos de câncer.

Em entrevista a Rádio CBN Vitória (93,5 FM), a oncologista do Núcleo Especializado em Oncologia, Caroline Secatto, alertou que o perigo está na reação química de ingredientes usados na produção. "Foi encontrado o produto de uma reação química entre benzoato de sódio, que é usado como conservante, e o ácido ascórbico, que é a vitamina C. Eles tentaram colocar vitamina C no refrigerante, mas a bebida exposta à luz ou ao calor resulta no benzeno", explica.

A especialista conta que a quantidade de benzeno encontrada nas bebidas ainda é suportável pelos seres humanos. O problema é o excesso e a regularidade do consumo. "Se o organismo é submetido a uma exposição crônica e houver dose acumulativa, aí sim, pode provocar o surgimento de um câncer. E um câncer relacionado a exposição ao benzeno é aquele que age na medula óssea. Essas substâncias atuam justamente onde é produzido o sangue e pode causar linfomas e a leucemias", alerta.

A oncologista diz que é preciso ter atenção com os valores das substâncias nos rótulos dos refrigerantes. A Pro-teste fez análises laboratoriais em 24 amostras de refrigerantes. Sete delas continham benzeno. Nas amostras de Fanta Laranja Diet e Sukita Zero, a Pro-teste afirma ter encontrado quantidades de benzeno acima do recomendado para um consumo saudável. Na Sukita Zero, o teste revelou níveis quatro vezes maiores do limite permitido por lei. Dolly Guaraná (tradicional e diet), Fanta Laranja (tradicional), Sukita (tradicional) e Sprite Zero, apresentaram níveis "aceitáveis" da substância. No entanto, a Pro-teste ressalta que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não há um limite seguro para a ingestão de benzeno.

Fábricas brasileiras ainda mantêm benzeno em refrigerantes



Três meses após a denúncia de uma associação de defesa dos consumidores sobre a presença de benzeno nos refrigerantes vendidos no Brasil, os fabricantes e as agências reguladoras ainda não tomaram as providências necessárias e os brasileiros que consomem este tipo de bebida continuam ingerindo esta substância comprovadamente cancerígena.

Segundo reportagem da Agência Brasil, os resultados dos testes feitos pela Pro Teste em maio deste ano que denunciaram a presença de benzeno em sete das 24 amostras submetidas a análise ainda não surtiram efeito nos produtos vendidos aos consumidores brasileiros. Os fabricantes aceitaram a denúncia e alegaram que cumprem os requisitos contidos na legislação brasileira que não estabelece limite oficial para a quantidade de benzeno nos refrigerantes.

As marcas de refrigerantes que revelaram indícios de benzeno nos testes da Pro Teste foram: Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná Light.

"O assunto é sério. Muitas pessoas consomem refrigerantes e já que constatamos a presença de benzeno em algumas bebidas, há uma responsabilidade muito grande dos órgãos reguladores e da indústria", disse a coordenadora da Pro Teste, Maria Inês Dolci, em declarações à Agência Brasil.

Apesar de em 2003 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelo controle e fiscalização dos produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, ter proibido a fabricação, distribuição e comercialização de produtos que contenham benzeno, caracterizado pela International Agency Research on Cancer (Iarc) como "comprovadamente cancerígena", ainda não existe uma legislação específica no Brasil para a presença desta substância em refrigerantes. Deste modo, os pesquisadores responsáveis pelos testes tiveram que se basear nos parâmetros legais sobre a presença de benzeno na água para definir uma referencial no caso dos refrigerantes.

O Ministério da Agricultura, responsável pelo registro das marcas de refrigerantes, informa que é possível que o benzeno se forme a partir da reação entre ácido benzóico e o antioxidante ácido ascórbico. A Anvisa, por sua vez, alega que é necessário checar se os limites destes aditivos estão de acordo com os limites permitidos pelo Ministério.

"Esperamos que sejam adotadas as medidas cabíveis para que seja proibida a presença de benzeno nas bebidas. Sugerimos que os fabricantes substituam um dos dois ácidos do processo industrial e que os órgãos competentes elaborem uma legislação específica que proíba a presença do benzeno em refrigerantes", acrescentou a Maria Inês Dolci.

Em resposta enviada à Pro Teste, o Ministério da Agricultura garantiu que está adotando "as medidas necessárias para desenvolver uma metodologia capaz de detectar a presença do benzeno em bebidas".

Referências

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u560464.shtml

cyberdiet.terra.com.br/.../060911_nut_10duvidas_refri.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Refrigerante

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3907128-EI8147,00.html

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/05/86256-oncologista+alerta+sobre+benzeno+em+refrigerantes.html

http://www.setor1.com.br/bebidas/refrigerantes/pro_cesso.htm

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT816469-1716,00.html

http://mitosdesaude.blogspot.com/2009/03/coca-cola-faz-mal-ao-estomago.html

http://www.minhavida.com.br/conteudo/5513-Refrigerantes-magros-tambem-afetam-o-peso.htm

http://mundoestranho.abril.com.br/alimentacao/pergunta_286264.shtm

http://www.capixabao.com/v3/noticia/692/gastronomia/refrigerante-expande-o-estomago-e-retem-liquido/


sábado, 17 de outubro de 2009

Pra onde irá tanta água ?

O gelo de nosso planeta está cada vez mais derretendo. A cada dia que se passa litros e mais litros de água vão para o oceano aumentando o nível do mar, daqui a dez anos todo o gelo contido nas calotas polares virará água.

Na química nada se cria tudo se transforma, para este acontecimento existe a sua causa. O nosso planeta não está totalmente a “ céu aberto” , além da camada atmosférica de ar a qual respiramos ainda temos a mesosfera, ionosfera, exosfera . A camada azul que vemos é a camada de ozônio que protege a terra dos raios ultravioleta.

Quando dizemos buraco na camada de ozônio, na verdade não é um buraco, mas sim uma falha na mesma que ocorre através de reações químicas com os gases contidos na atmosfera juntamente com o ozônio. Esses mesmos gases também são os responsáveis pelo efeito estufa, o mesmo que está causando o derretimento das calotas polares.

Será que este problema um dia será resolvido ? Com a quantidade de gases que são gerados todos os dias apenas com os automóveis, sem contar as indústrias e outros meios geradores de gases tóxicos, se torna um pouco difícil. Primeiramente o gelo das calotas e num futuro não muito distante o que iremos respirar ?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Urânio enriquecido

Enriquecimento de urânio

O urânio (homenagem ao planeta Urano) é um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 238 u apresenta número atômico 92 (92 prótons e 146 nêutrons).

À temperatura ambiente, o urânio encontra-se no estado sólido. É um elemento metálico radioativo pertencente à família dos actinídeos.

Foi descoberto em 1789 pelo alemão Martin Heinrich Klaproth. Foi o primeiro elemento onde se descobriu a propriedade da radioatividade.

O Urânio é utilizado em indústria bélica (bombas atômicas e espoleta para bombas de hidrogênio) e como combustível em usinas nucleares para geração de energia elétrica.

Urânio enriquecido

Urânio-235 ou abreviadamente U-235 é o tipo de urânio qual a composição é percentualmente enriquecida, através do processo de separação, pelo isótopo Urânio-235. O urânio encontrado na natureza sob a forma de dióxido de urânio (UO2), é composto de 99,284% do isótopo U-238, apenas 0,711% de sua massa é composta pelo isótopo U-235. Todavia o U-235 é o único isótopo existente na natureza (em proporções significtivas) capaz de fissão por neutrons termais.

O urânio enriquecido é um componente crítico na maioria dos reatores nucleares e bombas atômicas. A Agência Internacional de Energia Atómica tenta monitorar e controlar a produção e destino do urânio enriquecido com os fins de assistir a geração de energia atômica para fins pacíficos e impedir a utilização do combustível físsil em aparatos bélicos.

Acredita-se que os estoques mundiais de U-235 altamente enriquecido estejam na casa das 2000 toneladas[1], em sua maioria para utilização em dispositivos bélicos, propulsão naval e, em menor parte, para reatores experimentais e pesquisas.

O subproduto do enriquecimento do urânio são largas parcelas de urânio empobrecido, metal pouco radioativo, 67% mais denso que o chumbo e de utilidades tão diversas como lastro em aviões, blindagens e fabricação de projéteis balísticos.

Países produtores

Encontram-se vestígios de urânio em quase todas as rochas sedimentares da crosta terrestre, embora este não seja muito abundante em depósitos concentrados. O minério de urânio mais comum e importante é a uraninita, composta por uma mistura de UO2 com U3O8. O maior depósito do mundo de uraninita situa-se nas minas de Leopoldville no Congo, na África. Outros minerais que contêm urânio são a euxenita, a carnotita, a branerita, a torbernite e a coffinita. Os principais depósitos destes minérios situam-se nos EUA, Canadá, Rússia e França.

Principais ocorrências de urânio no Brasil

O Brasil, segundo dados oficiais (INB - Indústrias Nucleares do Brasil S.A.), ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio (por volta de 309.000t de U2O8 ). Segundo esta empresa, apenas 25% do território nacional foi objeto de prospecção, e as duas principais delas são a de Caetité (mina Lagoa Real), e Santa Quitéria (Ceará).

Descoberta em 1976, a mina de Caetité é feita a céu aberto, numa das 33 ocorrências localizadas numa faixa com cerca de 80 km de comprimento por 30 a 50 km de largura. Localizada a 20 km da sede do município, o complexo instalado produz um pó do mineral, conhecido por yellow cake. Esta reserva possui um teor médio de 3.000 ppm (partes por milhão), capaz de suprir dez reatores do porte de Angra 2 durante toda sua vida útil.

Doenças ao ser humano

O urânio produz envenenamento de baixa intensidade (inalação, ou absorção pela pele), produzindo também efeitos colaterais, tais como: náusea, dor de cabeça, vômito, diarréia e queimaduras. Atinge o sistema linfático, sangue, ossos, rins e fígado.

Seu efeito no organismo é cumulativo (o que significa que o mineral, por não ser reconhecido pelo ser vivo, não é eliminado, sendo paulatinamente depositado, sobretudo nos ossos), e a radiação assim exposta pode provocar o desenvolvimento de cânceres. Para os trabalhadores das minas, são freqüentes os casos de câncer no pulmão.

O uso de urânio empobrecido também é apontado como a possível causa da síndrome da Guerra do Golfo causando uma série de doenças registradas em soldados americanos e britânicos que lutaram contra a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1991. Mais de dez mil veteranos daquela guerra tiveram doenças misteriosas.

Referências

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

  1. Thomas B. Cochran (Natural Resources Defense Council) (1997-06-12). Safeguarding Nuclear Weapon-Usable Materials in Russia. Proceedings of international forum on illegal nuclear traffic.
  2. Agency for Toxic Substances and Disease Registry (1999). Toxicological profile for uranium. Washington, DC, US Public Health Service.
  3. Miller AC, McClain D. (2007 Jan-Mar). "A review of depleted uranium biological effects: in vitro and in vivo studies". Rev Environ Health 22 (1): 75-89. PMID 17508699.
  4. Miller AC, McClain D. (2007 Jan-Mar). "A review of depleted uranium biological effects: in vitro and in vivo studies". Rev Environ Health 22 (1): 75-89. PMID 17508699.
  5. Health Effects of Uranium. Toxicological profile for uranium.
  6. "Gulf soldier wins pension fight", BBC News, February 2, 2004.
  7. "When the dust settles", Guardian Unlimited, April 17, 2003.
  8. NATO: 50 Countries See No Depleted Uranium Illness.
  9. Programa das Nações Unidas para o Urânio-236

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio_empobrecido"

Categorias: Metalurgia | Urânio | Radioatividade | Armas

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Álcool X Gasolina X GNV

Gasolina

A gasolina é um combustível constituído basicamente por hidrocarbonetos e, em menor quantidade, por produtos oxigenados. Esses hidrocarbonetos são, em geral, mais "leves" do que aqueles que compõem o óleo diesel, pois são formados por moléculas de menor cadeia carbônica (normalmente de 4 a 12 átomos de carbono). Além dos hidrocarbonetos e dos oxigenados, a gasolina contém compostos de enxofre, compostos de nitrogênio e compostos metálicos, todos eles em baixas concentrações. A faixa de destilação da gasolina automotiva varia de 30 a 220 °C.

Composição

A gasolina básica (sem oxigenados) possui uma composição complexa. A sua formulação pode demandar a utilização de diversas correntes nobres oriundas do processamento do petróleo como nafta leve (produto obtido a partir da destilação direta do petróleo), nafta craqueada que é obtida a partir da quebra de moléculas de hidrocarbonetos mais pesados (gasóleos), nafta reformada (obtida de um processo que aumenta a quantidade de substâncias aromáticas),o fósforo é utilizado para que haja a queima de hidrocarbonatos mais leves que o próprio valor quantitativo químico dos elementos da gasolina expresso na formula gasoli + queima² = CH4+ QUEIMA PADRONIZADA, nafta alquilada (de um processo que produz iso-parafinas de alta octanagem a partir de iso-butanos e olefinas), etc. Quanto maior a octanagem (número de moléculas com octanos) da gasolina maior será a sua resistência à detonação espontânea.

Produção

A Petrobras, empresa petrolífera brasileira, produz diversos tipos de gasolina utilizando tecnologia própria, fabricando as diversas frações de petróleo constituintes da gasolina e misturando-as entre si e com os aditivos, através de formulações convenientemente definidas para atender aos requisitos de qualidade do produto.
A Galp, empresa petrolífera portuguesa detentora de toda a capacidade refinadora do país, produz gasolinas com índice de octanas 95 e 98, e a BP comercializa uma gasolina que atinge as 100 octanas.[1]
Estas gasolinas possuem aditivos que visam melhorar a performance do combustível, nomeadamente:
detergente: visa reduzir os depósitos no sistema de injecção e no motor de forma a melhorar a combustão;
inibidor de corrosão: agente que visa proteger as zonas de circulação de combustível de forma a reduzir a corrosão provocada;
desemulsificante: promove a separação da água no sistema de distribuição e armazenagem do combustível, de forma a diminuir a corrosão daí resultante;
agente veículo (solvente sintético): por ser estável a altas temperaturas, provoca resíduos diminutos durante a combustão que se realiza na câmara de combustão do motor.
O grande crescimento da produção de gasolina, motivado pelo desenvolvimento da indústria automobilística, foi possível não só através do refino, mas também de processos de transformação de frações pesadas, que fazem aumentar o rendimento total do produto em relação ao petróleo.

Gasolina aditivada

A gasolina aditivada, disponível em alguns postos, é uma gasolina comum acrescentada de aditivos detergentes-dispersantes. Esses aditivos têm como finalidade a limpeza do sistema de alimentação de combustível, incluindo linha de combustível, bomba, galeria de combustível, injetores e válvulas de admissão. Seu uso permite que o motor opere nas condições especificadas pelo fabricante por mais tempo, o que reduz consumo e emissões e aumenta o intervalo entre manutenções. Ao contrário do que se pensa, a gasolina aditivada não aumenta a octanagem do combustível. As gasolinas de alta octanagem são chamadas, genericamente, de “gasolinas premium”.


Gasolina adulterada

É caracterizada pela adição irregular de qualquer substância, sem recolhimento de impostos, com vistas à obtenção de lucro. Ela recebe elementos que diferenciam ela da gasolina comum como dióxido de enxofre.

Octanagem

Os compostos principais da fração gasolina são alcanos normais e alcanos ramificados, que possuem de 5 a 10 átomos de carbono.Nos cilindros de motores de combustão interna, pode acontecer a detonação ─ combustão prematura da gasolina, durante a compressão exercida pelo pistão.Foi estabelecida uma escala para medir a tendência à detonação de uma gasolina. Nessa escala, atribui-se ao isooctano (2,2,4-trimetil-pentano), que detona apenas a compressões elevadas, o índice 100; ao n-heptano, que detona a compreensão muito baixa, foi atribuído o índice zero.O índice de octano de uma gasolina é a porcentagem de isooctano e n-heptano, que tem as mesmas características de detonação que a gasolina.Assim, uma gasolina com índice de octano 80 possui as mesmas características de detonação que uma mistura de 80% de isooctano e 20% de n-heptano.Quanto maior é o índice de octanagem, maior é a compressão que a mistura gasolina-ar suporta no motor, sem detonação prematura; portanto, melhor é a qualidade da gasolina. Dos aditivos que aumentam a octanagem da gasolina, o mais importante é o chumbo tetra-etila ou tetra-etil-chumbo [Pb(C2H5)4], mas ele causa sério impacto ambiental e, por isso, não é mais utilizado.Com relação à octanagem, sabe-se que:- alcanos ramificados têm índices de octano maior que alcanos normais;- ciclanos têm índice de octano maior que alcanos normais;- alcenos têm índice de octano maior que alcanos correspondentes;- hidrocarbonetos aromáticos têm índice de octano muito alto.

Melhoria de Qualidade da Gasolina

Para aumentar o índice de octano na fração gasolina, submetem-se os alcanos dessa fração a processos de isomerização e aromatização.No processo de isomerização, alcanos normais são transformados em alcanos isômeros ramificados, o que aumenta o índice de octano.
No processo de aromatização, alcanos normais são transformados em hidrocarbonetos aromáticos de elevado índice de octano.
A alquilação, nesse caso, consiste na adição de um alcano a um alceno.
A dimerização consiste, nesse caso, na adição de duas moléculas de alceno.

Teor de álcool na gasolina

O etanol é misturado à gasolina, na proporção de 22% de etanol anidro, a 99,6 Gay-Lussac (GL) e 0,4% de água, formando um "gasohol" com o objetivo de aumento da octanagem da gasolina. Em outros países, as misturas de "gasohol" contêm, tipicamente, apenas 10% (ou menos) de etanol.

Álcool

A cultura da cana-de-açúcar (Saccharrum Officinarum) tem como origem a Oceania, na ilha Nova Guiné ; foi introduzida no Brasil pelos portugueses no início do século XVI em duas regiões diferentes: no Nordeste, no estado de Pernambuco, e no Sudeste, no estado de São Paulo. Devido ao início da produção de açúcar em outras colônias da América Central, administradas pelos holandeses, houve a redução da produção da cana-de-açúcar no Brasil nos séculos seguintes.
No início do século XX o cultivo de cana-de-açúcar fortaleceu-se na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo, onde os imigrantes que chegavam da Europa passaram a desempenhar um papel importante no desenvolvimento.
Em 1933, durante o governo Vargas, foi criado o Instituto de Açúcar e Álcool (IAA), que teve uma participação importante nas atividades econômicas relacionadas ao açúcar e ao álcool no Brasil.
O Brasil é hoje o maior produtor mundial de cana-de-açúcar; o setor gera cerca de US$ 8,7 bilhões de receita (Carvalho, 2004), ajudando o país a aumentar o volume de suas exportações e, indiretamente, a reduzir sua dependência da importação do petróleo.

Álcool como combustível

O uso do álcool combustível obtido a partir da cana teve início no Brasil por volta de 1900. Na década de 1930, em pleno governo Vargas, datam-se os primeiros experimentos com o uso do álcool etílico (etanol) como combustível, nos veículos oficiais.
Não houve muitas mudanças até o começo da década de 1970; mais precisamente em 1975, em plena crise do petróleo, houve a criação do Programa Brasileiro do Álcool (Proálcool), ocasião em que o Brasil iniciou a produção de álcool anidro (desidratado) a partir da cana, cuja mistura com a gasolina foi utilizada, como combustível, nos motores ciclo Otto de automóveis, na proporção de 24%.
Na segunda fase do programa, que teve início em 1979, também se passou a produzir álcool hidratado, para ser usado em motores do ciclo Otto modificados para funcionar com 100% de etanol.
O Proálcool foi formalmente extinto no início dos anos 90, mas o fomento governamental, em termos de política energética, à produção de álcool, tanto anidro como o hidratado, continua até hoje.
Atualmente, a produção de álcool combustível é mantida pela obrigatoriedade da adição de etanol anidro à gasolina e pela experiência de uma frota estimada em 2,5 milhões de veículos antigos movidos 100% por álcool hidratado (Datagro, 2002).
O governo, nos últimos anos, tem implementado políticas alternativas para impulsionar o álcool combustível no país. Nesse sentido, temos a adição de etanol no óleo diesel, para ônibus e caminhões, a fabricação de carros movidos com tecnologia bicombustível (álcool etílico e gasolina) e a implantação deste combustível em motores aeronáuticos, que será o enfoque deste trabalho.

Produção do Álcool

A cana-de-açúcar é cultivada por meio do sistema de rebrotamento, no qual o primeiro corte é feito 18 meses após o plantio e os demais anualmente, por um período de quatro a cinco anos, com redução gradual do rendimento.
Depois de cortada, a cana inteira é levada para a usina, onde é lavada e esmagada, para extrair o caldo, sendo este processado para a obtenção do álcool. O processo será descrito sucintamente:
tratamento: é a neutralização e a esterilização do caldo para que possa receber o fermento (leveduras, ou seja, organismos microbiológicos que se alimentam da glicose do caldo e expelem o álcool);
fermentação: é a fase em que os açúcares do caldo são transformados em álcool, sendo que o teor alcoólico gira em torno de 7% a 10%; nessa fase tem-se o vinho.
destilação: o vinho é aquecido e o álcool é recolhido pela utilização dos diferentes pontos de ebulição das substâncias presentes nas chamadas colunas de destilação.
Em 2002 a produção de álcool no Brasil atingiu 12,6 milhões de metros cúbicos, porém estão sendo desenvolvidas novas tecnologias para aumentar a produção.

Motores a álcool

O motor a pistão funciona baseado no ciclo Otto, no qual o combustível reage com o oxigênio do ar no interior do cilindro produzindo grande quantidade de gases, cuja pressão é capaz de mover um êmbolo. Antes de entrar no cilindro o combustível é misturado com o ar num dispositivo que pode ser um carburador ou um servo-injetor. Atualmente, muitos motores são equipados com um sistema de injeção direta, no qual o ar e o combustível são injetados separadamente, ocorrendo a mistura no interior do cilindro. Funcionamento do motor FONTE: TABUENCA, 1996

O etanol (C2H6O) é obtido na destilação e contém aproximadamente 96% de álcool e 4% de água; tem baixa pressão de vapor, fator que reduz a possibilidade de formação de bolhas no sistema de combustível; seu poder calórico é de 6500 Kcal/kg (FIG. 5) e polui menos que a gasolina conforme se pode ver na reação de entalpia:
Álcool – C2H6O + 3O2 2CO2 + 3H2O
Gasolina – C8H18 + 25/2 O2 8CO2 + 9H2O
Observa-se que a quantidade de CO2 liberada pela queima da gasolina é quatro vezes maior que a resultante da queima do etanol.

T ABELA 1
Poder calorífico dos combustíveis
Combustível
Poder calorífico


(kcal/kg)
kj/kg
Gasolina
11.400
47.800
Óleo diesel
10.700
44.700
Álcool combustível
6.500
27.200
Gás liquefeito de petróleo
11.600
48.500
Gás natural
11.700
49.000
FONTE: FELTRE, 2005

Cuidados a serem tomados em um motor a álcool

Um aspecto a ser considerado é a corrosão: neste caso o etanol apresenta as seguintes propriedades:
semelhantemente à água, pode funcionar como um ácido ou base fraquíssimos;
reage com metais como K, Na, Mg, Al e Zn, resultando nos respectivos alcoolatos ou etóxidos.
Portanto, devido às particularidades do etanol, para viabilizar o funcionamento do motor, foram necessárias algumas modificações, as quais serão abordadas a seguir:
revestimento dos cilindros com cromo;
revestimento dos componentes metálicos do sistema de combustível com níquel;
a bomba de combustível foi dimensionada para um fluxo maior de combustível e uma pressão mais adequada ao funcionamento do servo-injetor;
troca dos bicos injetores por bicos de maior diâmetro;
incorporação de um sistema de partida a frio devido à volatilidade do álcool ser menor que a da AVGAS;
Instalação de juntas de vedação e diafragma produzidos com materiais compostos resistentes ao etanol;
uso de velas de ignição com três eletrodos de platina com prolongamento para melhorar a queima na câmara de combustão;
aumento da taxa de compressão de 8,7:1 para 9,6:1;
modificação nos tempos de abertura e fechamento das válvulas.
Além das modificações no motor, foram feitas algumas modificações também na aeronave; entre elas temos a aplicação de revestimento interno anticorrosivo no tanque de combustível.

Análise do desempenho do motor movido a etanol

O álcool permite operar com taxa de compressão maior que a da gasolina, a qual tem restrições a taxas maiores que 8,5:1 devido à detonação (queima anormal da mistura que causa perda de potência) a taxa de compressão maior do etanol permite um maior rendimento do motor.
Aumento de potência de 5 a 10% .
Rendimento do motor FONTE: VAN WYLEN e SONNTAG, 1976


Devido ao seu poder calorífico menor que o da gasolina, o etanol queima em temperaturas menores que a gasolina, com isso a temperatura na cabeça do cilindro é menor, reduzindo o desgaste dos componentes do motor.

GNV

GNV é uma mistura de gases hidrocarbonetos, com preponderância do metano.
O metano, e portanto o GNV, não se liquefaz sob pressão à temperatura ambiente. É preciso resfriá-lo a temperaturas criogênicas para liquefazê-lo (isso é feito em navios metaneiros).
Para armazenar 23m3 de metano, é preciso um cilindro de 100 litros que pesa 125kg vazio. Um botijão GLP com 13kg de carga armazena a mesma energia e pesa muito menos. Não vale a pena distribuir GNV em botijões.
Por outro lado, o metano é muito mais seguro que GLP e gasolina. É mais leve que o ar, dissipa-se rapidamente em caso de vazamento. Só "pega fogo" se confinado e misturado com o ar em % relativamente alta. A temperatura de auto-ignição é 700 graus, muito mais alta que a gasolina e o álcool (300 e 200 graus respectivamente).
A segurança do metano permite sua distribuição por gasodutos, de forma econômica e não poluente (nada de caminhões-tanque rodando por aí).
A grande vantagem do GNV é a menor poluição, pois:
é praticamente isento de enxofre e outras impurezas comuns no petróleo;
possui 4 ligações C-H por átomo de carbono, ou seja, possui a menor quantidade possível de átomos de carbono (para um hidrocarboneto), e assim produz a menor quantidade possível de CO2;
Sua queima estequiométrica produz menos CO, NOx, H2 e outros gases poluentes/tóxicos.
Um problema sério da gasolina brasileira , é a adulteração com solventes ou mesmo com água. Já o GNV não pode ser adulterado de forma simples.
O preço do metro cúbico de GNV é consideravelmente menor que o da gasolina. Um m3 de GNV equivale, em termos energéticos, a 1.2 de gasolina, embora pese menos. As ligações atômicas C-H têm mais energia armazenada que as ligações C-C.

A adaptação


Existem basicamente 3 tipos de kits de adaptação:

Kits com mesclador simples

Mesclador é um tubo de Venturi, posicionado no tubo de admissão de ar, que cria um vácuo parcial e "suga" o gás do regulador. É como um carburador extremamente simplificado (pois o combustível já é gasoso, um carburador convencional tem de atomizar o combustível líquido).
Nos kits simples, há duas regulagens: em marcha-lenta e em carga. Assim como num carburador, essas regulagens são estáticas, e são ótimas apenas para um regime de carga e rotação. Nos demais regimes, a mistura estará um pouco pobre ou um pouco rica.
É imprescindível fazer o teste no INMETRO para saber se a regulagem está boa. Um carro GNV mal regulado polui muito mais que à gasolina. Um cheiro muito forte de gás denuncia mistura muito rica. A mistura pobre (melhor do ponto de vista ecológico) se traduzirá pelo desempenho aquém do ideal.
O valor lido da sonda lambda não é aproveitado pelo kit. Para "enganar" a injeção eletrônica, são usados dois emuladores: de bicos injetores e de sonda lâmbda. No funcionamento com GNV, a injeção trabalha "no reino da fantasia", e sua única atividade prática será estabilizar a marcha-lenta.
Se o kit for bom e for corretamente instalado, a sonda lâmbda recobra sua função ao funcionar com gasolina/álcool. Kits vagabundos geram um sinal falso continuamente, o que fará o carro poluir mais.
Apesar da simplicidade, esse kit funciona bem e tem o menor preço.

Kit realimentado

Neste, a leitura da sonda lâmbda é levado em conta também para o GNV. O kit precisa de uma válvula de abertura variável para controlar o fluxo de gás.
Essa válvula pode ser comandada por um módulo eletrônico adicional do kit (mais comum), ou pela própria injeção eletrônica. Nesse caso, a EPROM da injeção tem de ser trocada para suportar essa função adicional.
Esse tipo de kit é mais caro, e certas peças são muito específicas para cada modelo de automóvel. Porém polui menos e extrai o rendimento máximo do motor.
Provavelmente os kits vindos diretamente da fábrica serão desse gênero, pois permite economizar peças se a própria injeção gerencia os 2 combustíveis.

Injeção de gás

Ao invés de um mesclador, que estrangula um pouco a passagem de ar, tem-se um injetor, como no caso do combustível líquido. A precisão é absoluta.
Infelizmente, tais kits ainda são proibitivamente caros.
Regulador ou redutor de pressão
É o "coração" de qualquer sistema que lide com gás. Toma a pressão de até 200 bar do cilindro e fornece gás à pressão atmosférica, na medida da demanda. Embora seja uma peça importante, não há muito que discutir sobre ela.
Variador de avanço
A velocidade de propagação da chama em GNV é menor que nos combustíveis líquidos. Devido a isso, o avanço de ignição tem de ser aumentado para GNV, sob pena de mau aproveitamento do combustível, e conseqüente perda de potência. Um automóvel GNV sem variador de avanço tem potência 25% a 30% menor que à gasolina.
Devido à combustão lenta, se o ponto não for adiantado, o gás acabará de queimar depois de aberta a válvula de escape, o que ocasionará estouros no escapamento, podendo estragar sonda lâmbda, catalisador e o próprio escapamento. Mas esse não é pior problema:
Backfire ou contra-explosão
Como as válvulas de admissão e escape "cruzam" (ficam abertas ao mesmo tempo por um tempinho), o gás ainda em combustão pode fazer inflamar o gás no tubo de admissão, causando um estouro nessa região.
É o temido "backfire", que geralmente causa apenas incômodo, mas pode fazer soltar alguma mangueira ou danificar o coletor de admissão, deixando você na rua. Alguns motores são mais susceptíveis que outros ao backfire. Motores de grande potência (6 cilindros em diante) e o Zetec da Ford são as vítimas mais freqüentes.
Para evitar o backfire, deve-se exigir o uso de variador de avanço (algumas convertedoras não colocam para tornar a adaptação 100 reais mais barata). As velas e cabos de vela devem estar em excelente situação, pois do contrário a queima do gás será retardada.
Fique particularmente de olho nisso se o seu carro tem motores no "grupo de risco".

Cilindro, garrafa, ampola ou tanque de gás

Sua pressão de serviço é 200 bar, porém sua ruptura é cotada em 900 bar, o que torna-o resistente a colisões e até mesmo a tiros.
É a peça mais cara do kit gás, possivelmente devido ao rigorismo do processo de fabricação. Todas as peças têm de ser testadas até 300 bar, e uma de cada lote deve ser destruída (rompida) para aferir se a pressão de ruptura é acima de 900 bar.
Um cilindro de 100l de GNV armazena o equivalente energético de 24l de gasolina. Portanto, a autonomia com GNV é relativamente pequena, dado um cilindro de dimensões razoáveis. Tal cilindro pesa, vazio, 125kg, algo não negligenciável.
Novos estudos prometem resolver esse problema no futuro. Algumas substâncias, como o pó de carvão, têm propriedades adsorventes sobre o gás, em tese quintuplicando a capacidade de armazenamento dada a mesma pressão. Isso daria ao cilindro uma densidade energética por litro comparável à gasolina.

Perda de potência

A perda de potência com GNV é pequena (em torno de 10%), mas não há como escapar dela: o combustível gasoso ocupa mais espaço e diminui a quantidade de oxigênio admitida pelo cilindro.
As perdas reportadas de 25% a 30% devem-se a kits sem variador de avanço.
Alguns fatos interessantes sobre motores a gasolina/álcool:
* o motor atinge potência máxima com mistura rica, e não estequiométrica; * o motor atinge eficiência máxima com mistura rica, e não estequiométrica; * o combustível (volátil) é um agente de refrigeração, e uma mistura rica melhora a refrigeração do motor
Já no gás, não existe qualquer ganho ao usar-se mistura mais rica. O motor atinge rendimento e potência máximos na mistura estequiométrica. (Não existe vantagem em deixá-lo poluidor.) Isso também faz com que o motor GNV tenha potência menor que a gasolina.
Devido à menor velocidade de propagação da chama, o motor GNV atinge o ponto máximo de torque antes do que a gasolina. Isso pode dar a impressão ao motorista de que o motor está "mais esperto" ou mais potente no uso urbano.
A octanagem do GNV é equivalente a 120 octanas (melhor que gasolina de Fórmula-1). Isso elimina qualquer possibilidade de "batida de pino" com uso de GNV.



Referências
Feltre, Ricardo. Fundamentos da química. 4.ed. São Paulo: Moderna, 2005. 700p.
Gentil, Vicente. Corrosão. 4.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003. 341p.
Rosillo-Calle, Frank; Bajay, Sérgio V.; Rothman, Harry. Uso da biomassa para produção de energia na indústria brasileira. Campinas. Unicamp, 2005. 447p.
Saunders, George H., A dinâmica de vôo do helicóptero. Rio de Janeiro: LTC, 1985. Cap. 2: Sistemas moto-propulsores, p.71-78.
Tabuenca, T. B. Ciência e tecnologia. Rio de Janeiro: Klick, 1996.193p.
Van Wylen, Gordon J.; Sonntag, Richard E. Fundamentos da termodinâmica clássica. 2.ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1976. 565p.
1 CFOE AV. Servia em 2005 no 6° ETA, como Mecânico de Vôo. Engenharia Mecânica.
2 CFOE AV. Servia em 2005 na AFA, como Encarregado da Seção de Motores. Linc. em Ciências Biológicas.
3 CFOE AV. Servia em 2005 na AFA, como Encarregado da Seção de Motores. Linc. em Ciências Biológicas.
4 Colaborador, serve no PAMAGL, como Chefe da Divisão de Engenharia.
5 Leitor Técnico, serve na AFA, como Chefe da Inspetoria da Divisão de Suprimento e Manutenção, Setor Leste.
6 Leitor Técnico, serve no CIAAR, como Chefe da Subseção de Instrução da Divisão de Ensino.
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