quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Urânio enriquecido

Enriquecimento de urânio

O urânio (homenagem ao planeta Urano) é um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 238 u apresenta número atômico 92 (92 prótons e 146 nêutrons).

À temperatura ambiente, o urânio encontra-se no estado sólido. É um elemento metálico radioativo pertencente à família dos actinídeos.

Foi descoberto em 1789 pelo alemão Martin Heinrich Klaproth. Foi o primeiro elemento onde se descobriu a propriedade da radioatividade.

O Urânio é utilizado em indústria bélica (bombas atômicas e espoleta para bombas de hidrogênio) e como combustível em usinas nucleares para geração de energia elétrica.

Urânio enriquecido

Urânio-235 ou abreviadamente U-235 é o tipo de urânio qual a composição é percentualmente enriquecida, através do processo de separação, pelo isótopo Urânio-235. O urânio encontrado na natureza sob a forma de dióxido de urânio (UO2), é composto de 99,284% do isótopo U-238, apenas 0,711% de sua massa é composta pelo isótopo U-235. Todavia o U-235 é o único isótopo existente na natureza (em proporções significtivas) capaz de fissão por neutrons termais.

O urânio enriquecido é um componente crítico na maioria dos reatores nucleares e bombas atômicas. A Agência Internacional de Energia Atómica tenta monitorar e controlar a produção e destino do urânio enriquecido com os fins de assistir a geração de energia atômica para fins pacíficos e impedir a utilização do combustível físsil em aparatos bélicos.

Acredita-se que os estoques mundiais de U-235 altamente enriquecido estejam na casa das 2000 toneladas[1], em sua maioria para utilização em dispositivos bélicos, propulsão naval e, em menor parte, para reatores experimentais e pesquisas.

O subproduto do enriquecimento do urânio são largas parcelas de urânio empobrecido, metal pouco radioativo, 67% mais denso que o chumbo e de utilidades tão diversas como lastro em aviões, blindagens e fabricação de projéteis balísticos.

Países produtores

Encontram-se vestígios de urânio em quase todas as rochas sedimentares da crosta terrestre, embora este não seja muito abundante em depósitos concentrados. O minério de urânio mais comum e importante é a uraninita, composta por uma mistura de UO2 com U3O8. O maior depósito do mundo de uraninita situa-se nas minas de Leopoldville no Congo, na África. Outros minerais que contêm urânio são a euxenita, a carnotita, a branerita, a torbernite e a coffinita. Os principais depósitos destes minérios situam-se nos EUA, Canadá, Rússia e França.

Principais ocorrências de urânio no Brasil

O Brasil, segundo dados oficiais (INB - Indústrias Nucleares do Brasil S.A.), ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio (por volta de 309.000t de U2O8 ). Segundo esta empresa, apenas 25% do território nacional foi objeto de prospecção, e as duas principais delas são a de Caetité (mina Lagoa Real), e Santa Quitéria (Ceará).

Descoberta em 1976, a mina de Caetité é feita a céu aberto, numa das 33 ocorrências localizadas numa faixa com cerca de 80 km de comprimento por 30 a 50 km de largura. Localizada a 20 km da sede do município, o complexo instalado produz um pó do mineral, conhecido por yellow cake. Esta reserva possui um teor médio de 3.000 ppm (partes por milhão), capaz de suprir dez reatores do porte de Angra 2 durante toda sua vida útil.

Doenças ao ser humano

O urânio produz envenenamento de baixa intensidade (inalação, ou absorção pela pele), produzindo também efeitos colaterais, tais como: náusea, dor de cabeça, vômito, diarréia e queimaduras. Atinge o sistema linfático, sangue, ossos, rins e fígado.

Seu efeito no organismo é cumulativo (o que significa que o mineral, por não ser reconhecido pelo ser vivo, não é eliminado, sendo paulatinamente depositado, sobretudo nos ossos), e a radiação assim exposta pode provocar o desenvolvimento de cânceres. Para os trabalhadores das minas, são freqüentes os casos de câncer no pulmão.

O uso de urânio empobrecido também é apontado como a possível causa da síndrome da Guerra do Golfo causando uma série de doenças registradas em soldados americanos e britânicos que lutaram contra a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1991. Mais de dez mil veteranos daquela guerra tiveram doenças misteriosas.

Referências

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

  1. Thomas B. Cochran (Natural Resources Defense Council) (1997-06-12). Safeguarding Nuclear Weapon-Usable Materials in Russia. Proceedings of international forum on illegal nuclear traffic.
  2. Agency for Toxic Substances and Disease Registry (1999). Toxicological profile for uranium. Washington, DC, US Public Health Service.
  3. Miller AC, McClain D. (2007 Jan-Mar). "A review of depleted uranium biological effects: in vitro and in vivo studies". Rev Environ Health 22 (1): 75-89. PMID 17508699.
  4. Miller AC, McClain D. (2007 Jan-Mar). "A review of depleted uranium biological effects: in vitro and in vivo studies". Rev Environ Health 22 (1): 75-89. PMID 17508699.
  5. Health Effects of Uranium. Toxicological profile for uranium.
  6. "Gulf soldier wins pension fight", BBC News, February 2, 2004.
  7. "When the dust settles", Guardian Unlimited, April 17, 2003.
  8. NATO: 50 Countries See No Depleted Uranium Illness.
  9. Programa das Nações Unidas para o Urânio-236

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio_empobrecido"

Categorias: Metalurgia | Urânio | Radioatividade | Armas

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